Telecomunicações - Transmissor
O transmissor pode possuir três subsistemas: conversor A/D,
modulador e codificador.
Conversor
A/D
Mesmo que o sinal não seja originalmente digital, ele pode ser
convertido. O processo de conversão é divido em três partes:
amostragem, quantização e codificação.
Teorema da amostragem (Nyquist)
Um sinal pode ser reconstruído exatamente (sem qualquer erro) a
partir de suas amostras em um tempo discreto tomadas uniformemente a
uma taxa de R amostras por segundo. R deve ser igual ou maior
que duas vezes a largura de banda (R >= 2B).
Quantização
Ao completar a conversão A/D, a
mensagem original é representada por uma sequência de amostras,
cada amostra assume um dos L níveis de quantização. No
processo de quantização é gerada uma aproximação do sinal
analógico em digital. A diferença entre o sinal analógico e o
sinal digital gerado é chamado de ruído de quantização.
Quanto maior a quantidade de níveis, menor vai ser o ruído de
quantização, mas mais susceptível a perca de dados o sinal fica,
devido a proximidade do níveis e a interferência causa pelo ruído
do canal. E quanto menor a quantidade de níveis, menos susceptível
ao ruído do meio e maior o ruído de quantização.
Codificação
É designação de cada nível quantizado por um dado código.
Modulação por codificação de pulso (PCM – Pulse-coded
modulation)
Na PCM cada amostra quantizada é representada por uma combinação
ordenada de dois pulsos básicos p1(t) para representa 1 e
p0(t) para representar 0. Onde 0 e 1 são digitos
binários referente a um bit de informação. Dessa forma, cada
amostra pode ser mapeada como uma sequência de pulsos.
Observação: A sequência de pulsos é feita no domínio do tempo,
para trabalhar sob o domínio do tempo é difícil, para isso existe
a Transformada de Fourier, algoritmo que transforma o sinal do
domínio do tempo para o domínio da frequência e vice-versa.
Formula
log
b L = N
Onde N é o número de bits do sinal quantizado, sendo L a quantidade
de níveis e b é a quantidade de símbolos (por exemplo, utilizando
o código binário, b seria 2).
Em
projeto de sistemas de comunicação consideramos algumas coisas,
como as características do sinal e do canal.
Em um sistema de comunicação, os parâmetros e as limitações
físicas fundamentais que controlam a taxa de transmissão e
qualidade do canal são: largura de banda (B) e a potência do
sinal (Ps).
Largura
de Banda
A largura de banda de um canal, é o intervalo de frequências que
ele é capaz de transmitir com razoável fidelidade, em outras
palavras, é a medida da capacidade de transmissão de um determinado
meio.
Potência
do Sinal
Podemos entender essa potência como a força do sinal, que tem
grande papel na transmissão, já que ela está relacionada a
qualidade de transmissão. O aumento de Ps reforça o
pulso do sinal.
SNR
O SNR é a relação Ps pela Pr (Potência do
ruído), é ele que determina a qualidade de recuperação do sinal
transmitido. Em toda transmissão é exigido uma SNR mínima.
Uma maior SNR significa que o pulso de sinais transmitido pode usar
mais níveis de sinais, permitindo um maior número de bits em cada
transmissão de pulso.
Capacidade
do Canal
A capacidade do canal é a capacidade de transmissão de dados de
forma confiável no canal, ela está diretamente relacionada a SNR e
a largura de banda.
Um dos tipos de canais mais comuns é conhecido como canal com ruído
gaussiano branco aditivo (AWGN – Addtive White Gaussian Noise),
esse canal tem ruído conhecido e constante, sendo possível calcular
a capacidade do canal, através da seguinte formula:
C = B log2 (1 + SNR) bit/s
Os dB tem uma relação com o sinal ruído, portanto a partir dos dB
você pode encontrar a SNR do canal.
Q(dB) = 10 log10 (Ps/Pr)
Lembrando que:
Ps / Pr = SNR
Modulador
Os sinais banda base podem ser transmitidos diretamente por meio de
um canal apropriado, mas dependendo das características do canal e
do sinal (no domínio da frequência), sinais banda base não são
adequados para serem transmitidos.
Quando as bandas de frequência do sinal e do canal não coincidem
exatamente, os canais podem ser deslocados (em frequência). Os
sinais podem ser modificados para que a transmissão se torne
possível. Essa modificação é chamada de modulação, processo de
variação de amplitude, frequência e/ou fase de uma portadora
senoidal.
Portadora é uma senoide de alta frequência.
Os sinais de rádio por exemplo, são sinais modulados. Sinal AM
(Amplitude Modulation) onde é feito uma variação da amplitude de
um sinal senoidal (portadora), já o sinal FM (Frequence Modulation)
a variação é feita na frequência de um sina senoidal. Ao aumentar
a amplitude, estamos aumentando a potência do sinal fazendo com que
tenha um alcance maior, mas com o aumento da potência do sinal
também é aumentado a potência do ruído fazendo com que haja mais
perca de dados, ou seja, uma menor qualidade da transmissão.
Codificador
A função básica do codificador de sinais fonte é reduzir a taxa
de bits necessária para a transmissão da mensagem de acordo com a
capacidade do canal de transmissão.
O
que é Banda base?
Banda
base ou
baixa base, é faixa de
frequência que é gerada pela fonte, por exemplo a voz humana, está
na baixa base, onde sua frequência varia de de 0 podendo atingir até
4000 Hz. Também existe a
banda passa (também
chamada de banda passante) é um conjunto contínuo de valores de
frequência e a banda alta
que é um frequência que tende ao infinito no domínio da
frequência.
Multiplexação
É
essa técnica que permite mais de um canal de informação em um
mesmo meio. Essa combinação
pode ser feita por uma divisão da frequência, onde cada faixa de
frequência determinada serve para transmitir um canal. Um exemplo é
um cabo usado pela rede telefônica, onde o mesmo cabo serve tanto
para o telefone quanto para a internet.
A
multiplexação pode ser:
FDMA
– Multiplexação por divisão de frequência.
TDMA
– Multiplexação por divisão do tempo.
E
como é feito para selecionar essas faixas?
Utilizando
filtros, que são um tipo de circuito que seleciona uma determinada
faixa de frequência. Existem quatro tipos de filtros: filtro passa
baixa, passa faixa, passa alta e passa tudo.
Filtro
passa baixa: aceita
frequências chamadas de banda baixa.
Filtro
passa faixa: aceita
frequências chamadas de banda passa.
Filtro
passa alta: aceita
frequências chamadas de banda alta.
Filtro
passa tudo: aceita todos
os tipos de frequência.
Filtros
Ideais vs Filtros Práticos
Não
vou falar sobre os filtros, apenas deixarei uma imagem para que você
tire suas próprias conclusões. Ah, só uma coisinha, filtros ideais
não existe na prática, existem apenas em teoria.
Observação: Os receptores fazem o processo inverso dos transmissores, para no final a mensagem possa ser mostrada da forma que foi gerada.
Fontes
- Sistemas de Comunicações Analógicos e Digitais Modernos - 4ª Ed. - B. P. Lathi



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